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O Espírito Santo interpreta a Bíblia???
Por: Arthur DückDiretor da Faculdade Fidelis। Pastor de Jovens na 1ª IEIM do Boqueirão E-mail para contato: fidelis@erasto.com.br É comum ouvir interpretações “interessantes” de textos bíblicos (em Ap। 1:8, Deus é apresentado como o Alfa e o Ômega. Em certa igreja o Alfa = caminhão forte Alfa Romeo; e Ômega = relógio pontual). Podemos rir dessa situação, mas lamentar seria mais adequado. Diversas pessoas que interpretam a palavra dessa maneira ainda afirmam que esta interpretação foi dada pelo “Espírito”. Não há dúvida que precisamos depender do Espírito Santo para nos ajudar em todas as coisas. Mas a Bíblia não ensina que o Espírito Santo vai nos dar a interpretação correta de um texto. Isso pode ser visto quando duas pessoas igualmente sérias em seu compromisso com Deus chegam a interpretações diferentes (que até se contradizem) de um mesmo texto bíblico. A conclusão é que ambos não podem estar certos. Isso mostra que, nem mesmo tendo o Espírito Santo habitando dentro de nós, estamos habilitados a uma interpretação infalível das Escrituras. Mas então como devemos entender o papel da mente humana e o papel do Espírito Santo em nossa compreensão da Bíblia? John Stott em seu livro “Verdade do Evangelho” nos lembra que precisamos fazer uma distinção entre revelação e iluminação. Revelação “descreve um ato objetivo: o Espírito Santo expõe a glória de Deus na natureza ou através da Escritura.” Iluminação “descreve um evento subjetivo: o Espírito Santo ilumina nossos olhos para que agora possamos ver o que ele revelou” (Stott 2000, 46). Stott compara os 2 processos a conhecer o quadro de uma pessoa numa inauguração onde estamos com uma venda nos olhos. Primeiramente o quadro precisa ser descoberto (revelação). Mas a pessoa de olhos vendados ainda não consegue enxergar o quadro. É necessário também o 2º. passo: tirar a venda dos olhos da pessoa (iluminação) para que possa ver o quadro (Stott 2000, 46). A revelação foi dada de forma objetiva através da Bíblia e agora precisamos da iluminação para poder captar o que Deus quis revelar. Como a iluminação é subjetiva, precisamos checar o que entendemos que o Espírito nos mostrou, através de sua revelação objetiva (Bíblia). Precisamos estudar a Bíblia (fazer a nossa parte) e pedir que o Espírito Santo nos ajude no processo de tirar a venda de nossos olhos para que vejamos o que realmente está nas Escrituras. O Espírito Santo não vai soprar em nossos ouvidos o significado da Palavra, mas abre nossos corações pecaminosos para a Palavra e usa os resultados do nosso estudo para transformar as nossas vidas. Mas, freqüentemente ouvimos pessoas dizendo que não entendem a Bíblia. Temos que levar em consideração que há em torno de 2.000 anos separando o leitor atual do leitor original, aliado a diferenças culturais e de linguagem. Isso certamente cria dificuldades para o entendimento da Palavra. A Bíblia é um livro fantástico que pode ser entendido em sua grande maioria por pessoas sem muita erudição, e ao mesmo tempo desafia os maiores estudiosos. No entanto, existe diferença entre maneiras de ler e entender o texto. 1. Método Indutivo: estudar o texto para encontrar o significado dele. 2. Método Dedutivo: usar as ferramentas disponíveis (comentários, dicionários, atlas) para entender o texto de forma mais profunda. 3. Método Aplicativo: toma o resultado do método indutivo e dedutivo e aplica o significado do texto em nossa vida cotidiana. O estudo indutivo é muito importante, mas pode se tornar muito subjetivo, já que lemos o significado de nossos dias para dentro da Bíblia e podemos nos tornar cativos de nossas próprias idéias. O estudo dedutivo pode se tornar acadêmico demais, simplesmente repetindo as conclusões dos outros, tornando-se irrelevante. Assim o estudo indutivo e o dedutivo precisam se complementar. O ideal é estudar indutivamente e buscar respostas através do estudo dedutivo e depois continuar a avaliar de forma indutiva e dedutiva as nossas descobertas. Isso nos leva a entender o texto bíblico mais claramente para poder aplicá-lo. A Bíblia não foi escrita para especialistas, mas para a igreja toda. É verdade que existem aspectos mais complexos nas Escrituras que precisam ser elucidados por estudiosos que gastam muito tempo estudando palavras e buscando as fontes que possam ter influenciado o autor. Mas pessoas da igreja sem muito estudo também podem nos ensinar algo soबर
e Deus que não tínhamos pensado. Infelizmente por influências variadas, o estudo deixou de ser prioridade nas nossas igrejas. Essa é a realidade de muitos pastores e líderes no mundo todo. A igreja se tornou muito pragmática: mais preocupada com resultados do que com a verdade. Isso impede que estudemos as coisas com maior profundidade. Se tomarmos tempo para orar e ler a Bíblia, Deus tem condições de nos falar através de sua Palavra. Mas isso ainda não resolve a lacuna do estudo dedutivo da Palavra, nem a aplicação aonde o estudo da Bíblia deve nos levar. Sem um aprofundamento maior na Bíblia corremos o perigo de fazer a Bíblia dizer o que é cômodo para nós (ler a Bíblia a nosso favor, ao invés de contra nós). Não deixe passar as oportunidades de um estudo mais aprofundado da Palavra. Conhecer a Deus mais profundamente nos proporciona a oportunidade de amá-lo mais profundamente. Que Deus o ajude a decidir pelas prioridades do Reino.
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